sábado, 7 de abril de 2018

Jovem Conservador de Direita – Quem Calou o Doutor?


Neste post não vou falar de Hip Hop.

Vou falar de um assunto mais importante: o próximo líder do PSD e futuro Primeiro-ministro, senhores e senhoras, um aplauso para o Jovem Conservador de Direita!



Eu fui assistir ao espectáculo “Quem Calou o Doutor?” (não “sôtor”, como alguns possam pensar) na passada sexta-feira, dia 6 de Abril. Eu sigo o JCD no Twitter e ouvi na rádio no programa “Prova Oral” que havia um espectáculo, no dia 6, do Doutor. O que mais me chamou à atenção, no fim da promoção barata via WhatsApp, foi a música da Cher. Eu odeio as músicas da Cher e o Doutor fez-me pressão psicológica para comprar os bilhetes. Além do mais, desapontou-me imenso as escolhas das músicas do Doutor, mas gostos não discuto. E tive que ir, porque eu pus “VOU” na pagina do evento e o Doutor avisou que Não vale assinalar que vão se não forem mesmo; é falta de respeito ao Doutor.


“Quem Calou o Doutor?” foi o tema porque a página do Facebook foi bloqueada (e, entretanto, foi reabrerta) e agora há suspeitas quem terá sido o culpado. 

O espectáculo em si, não vou fazer spoilers, mas vou dar uma pista: envolve um abacate. Não vale a pena pedir mais pormenores, desculpem, respeitem o meu pedido, por favor. Não vou acrescentar mais nada excepto que também envolve o Professor Cavaco Silva (até fiquei com a lágrima no olho, coitadinho, não sabe nada de nada).

Se não conhecem o Doutor (ou o conhecem mal ou o seguem no Twitter/Facebook, como eu), vale a pena ir. Vai dar um espectáculo hoje, dia 7, no Porto (e é o único, mas já está esgotado… paciência) às 22 horas.

Uma pista final: é satírico. Pouca gente sabe, eu sei.

Jovem Conservador de Direita no Facebook e no Twitter. Não sei se tem um Instagram mas o Estagiário disse que tinha durante o espectáculo, mas não sei se vale a pena seguir. Vão descobrir para quê. Também tem uma conta no Twitter e está cheio de sorte, é para divulgar o seu trabalho não remunerado. Um bem hajam.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Web Summit, Direitos de Autor e Fair Compensation

Há dois anos atrás (2016), eu fui à Web Summit. Assisti a uma conferência de hitRECord que foi sobre direitos de autor, apresentado por Joseph Gordon-Levitt (JGL): lembram-se de um dos actores de “Inception”? 




É esse. 




Nota: é obrigatório ver o vídeo. 

JGL afirmou que "If someone does some work and that generate some money, then that person deserves some of money". Isso é verdade. Só que mudou de formato. Não são as pessoas que produzem música que recebem, mas as gigantes companhias. A industria da música migrou: de editoras (Universal, Sony, Warner, etc) para a era digital (Google (YouTube), Spotify, iTunes e Amazon). O JGL está precisamente contra isso.

Pensava que era diferente, quando tinha o antigo blog há 15 anos atrás e escrevia muito sobre copyrights e direitos de autor. Se eliminasse os intermediários (editoras, agências, rádios, etc), os músicos recebiam mais dinheiro. Pensava que fosse o Spotify ou YouTube a eliminar os intermediários (e, efectivamente, eliminou-os) mas onde está o dinheiro? Desde que o YouTube arranjou forma de demonizar os conteúdos até Spofity não paga as contas, passo a citar: “The basic reason is simple: According to the data trackers at BuzzAngle Music, more than 99 percent of audio streaming is of the top 10 percent most-streamed tracks. Which means less than 1 percent of streams account for all other music.”, não era o que esperava.

Estava redondamente enganada.

O negócio da música não muda, o que muda são as (gigantes) moscas.

O hitRECord é uma das soluções, mas não é A Única Solução. Não se foca muito na música. É mais em formas de cooperação e de criatividade do que um meio de subsistência. Não vai escalar (“scale”). E mesmo que fosse, quanto maior for o número dos usuários, mais difícil é de gerir e de pagar justamente. 

Talvez seja a Bandcamp, mas os meus artistas favoritos não usam (ou só alguns, desculpa, Monster Jinx e et al)? O Spotify e Bandcamp apareceram na mesma altura, em 2008. Possivelmente, no Spofity pode-se criar playlists e melhorou muito em descobrir as novas músicas a partir das músicas que já conheço, enquanto a Bandcamp funciona em formato de álbuns. Mas hey, a Bandcamp já tem lucros! Podem tirar dúvidas e questões na página da Bandcamp Pricing.

Uma nota: o Web Summit está a ficar demasiado mainstream. Eu não pude ir, mas assisti em live. Está a torna-se uma espécie de “tendências, cultura e lifestyle em Web Summit”. François Hollande? Sara Sampaio? Brad Parscale, responsável pela estratégia digital da campanha do presidente Trump? Bruno de Carvalho??

Só havia DUAS conferências sobre cryptocurrencies no palco “Growth Summit” quando já existem desde 2008?! Please, spare me.

Está a perder qualidade e é pena. Prefiro ir a Blockspot, também em Novembro, e é sobre Blockchain, Criptoeconomia e Futurismo. Vai ser muito mais interessante.